entregou-se de cabeça
à parede, parece
que cedeu
quinta-feira, 3 de abril de 2008
quarta-feira, 2 de abril de 2008
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
sabe, o rio de janeiro, meu bem, não é isso tudo não. nem bundas
alguns prédios velhos que sorriam, um gosto de esquecimento, de se perder de vista, de que ninguém te vê.
sabe, meu bem, eu tomei um chopp. e fumei cigarro, mentolado porque só desses que tinha avulso e então eu tive certeza dos quatorze anos fumando um cigarro em frente ao cinema. abri o livrinho perto dos caras de mochila que só falam em película, cabelos nos olhos como em todos os lugares que freqüento. we are idiots, babe. pensei em você. estou comigo, só. ando como se fosse outra
os postais ficaram, um sol gigante me cobre completamente em qualquer espaço. vou indo, assim mesmo
devagar pra não pegar o trem. me espere.
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Ainda sempre nada da tua mão. Fica para a próxima. Às vezes tenho medo de construir essas paredes. Eu com a picareta e o cimento. E tu, com o teu silêncio. Uma vala tão funda que te empurra para um longo esquecimento. Até dói cá ver estas coisas mas que não queria ver. O teu cabelo tão lindo cai-me das mãos como erva seca. Às vezes perco as forças e julgo que vou esquecer-me.
aqui
terça-feira, 26 de junho de 2007
como maiakovski naquela foto / você parece
o sentimento é velho
o motorista
do ônibus
403
nem tanto assim
não quero que me
pegue na mão
ou que diga
quão bonita
estou
fume este cigarro
de pé
de longe
a plenos pulmões
espere a hora
dar
sem sorrir
não olhe para mim
nessa direção
às 11:48
vamos
embora
eu
prefiria ficar
mais dois minutos
sentada
no acento reservado
gordas
e grávidas
te vêem melhor
segunda-feira, 25 de junho de 2007
domingo, 8 de outubro de 2006
domingo, 10 de setembro de 2006
perdida num canto
a poesia
e a moça noutro
sentados, amortecidos
abraça
(tenho pensado em moças
quando penso)
mas
meia colher de sangue só
foi tudo
o que disse
é o que chamam de hemorragia interna
já li.
vira pro lado
como é linda dormindo
como é linda
o som que sai não é da boca
tampouco do canto
onde ela está
- a mosca pousa
a janela clara -
os dois se olham como
se nunca antes
quando a moça jaz
com quase duas
colherinhas menos
